Mari & Ana

31/07/2006

Fim de semana (Os Incríveis)

(Os mais novos não vão saber que música é essa! Rs...)

Segunda começo feliz a semana levanto da cama bem antes das seis
Terça, quarta e quinta eu passo voando e já estou pensando em ver-te outra vez
Na sexta, eu te juro, o tempo me engana o fim de semana como demorou
Sábado eu sinto com muita alegria que só falta um dia, contente eu estou
O domingo é que é gostoso beijo de novo tenho o teu amor
O domingo é que é gostoso beijo de novo tenho o teu amor  

 


Categoria: Trilha Sonora
Escrito por Ana Carla às 09h10
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30/07/2006

Então... nesse final de semana fui cuidar dos espaços preenchidos e dos vazios...

 


Escrito por Ana Carla às 21h14
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26/07/2006

Citação

Li uma frase lá nO Carapuceiro, e me lembrei desse texto do Charles Bukowski:

No Help For That
There is a place in the heart that
will never be filled

a space
and even during the
best moments
and
the greatest
times
we will know it
we will know it
more than
ever
there is a place in the heart that
will never be filled

and
we will wait
and
wait
in that
space.

Escrito por Ana Carla às 23h57
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Enquete

Lembra daqueles testes psicológicos que foram famosos alguns anos (décadas?) atrás?

Pois bem... o que você vê na figura abaixo (além de um belíssimo bloco de gelo, obviamente, rs...)?


Escrito por Ana Carla às 09h40
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25/07/2006

Pra levantar o astral !!

Perigosa

As Frenéticas

Composição: Rita Lee / Roberto De Carvalho / Nelson Motta

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu tenho um veneno no doce da boca
Eu tenho um demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca, dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar, um pouco de fogo
Eu posso prender, você meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu vou fazer você ficar louco
Muito louco, muito louco
Dentro de mim


Categoria: Trilha Sonora
Escrito por Ana Carla às 10h53
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24/07/2006

Segundona

Não se iludam, eu não sou uma boa dona-de-casa, rs... mas aqui vão mais algumas dicas interessantes sobre LIMPEZA NA COZINHA. Avaliem como "cultura geral", certo? Ou como falta de assunto, rs... Estou numa ansiedade que chega a doer.

Para tirar o cheiro forte da geladeira ou de vasilhames plásticos, é só lavá-los com bicarbonato de sódio diluído em um pouco de água. No caso dos vasilhames, deixe-os mergulhados nessa solução por algum tempo.

  

Se a cozinha estiver com cheiro forte de fritura, encha um copo com vinagre e coloque-o sobre a geladeira ou armário.

  

Para perfumar a cozinha depois de usá-la, coloque num recipiente (borrifador) álcool e cravo da índia, e deixe descansar por alguns dias. Depois, é só usar. Além de perfumar o ambiente, afasta as moscas.

  

Para tirar o queimado do fundo da panela, leve a ferver um pouco de água misturada com bicarbonato de sódio.

  

Torne o detergente mais eficiente, dissolvendo algumas gotas de vinagre. Suas panelas ficarão brilhando e sem gordura.

  

Para limpar o forno de microondas, coloque uma vasilha com água e ligue no forno por 2 minutos. E então, passe um pano ou papel toalha e seque em seguida.

  

Para tirar cheiro de alho e cebola das mãos, guarde sempre na geladeira um pouco de pó de café usado. Ele é excelente.

  

Para o inox ficar mais brilhante lave a peça com sabão em pó.

  

Limpando o fogão. Muitos produtos são vendidos para a limpeza do fogão. Uma solução caseira que também é muito eficaz é misturar água morna com bicarbonato de sódio. Você logo vai notar a diferença.

 


Escrito por Ana Carla às 09h52
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22/07/2006


Escrito por Ana Carla às 20h51
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"Mais um de "Cinza Ensolarada""

Autor: Ricardo Lima

Buscar na Web "Ricardo Lima"

Quando: 2003

sonhos

como cacos de vidro

afundam desde a infância

 

flor

como espiga

acende memória

 

perfumes

desfiam perfeição

mas pecam


Categoria: Citação
Escrito por Ana Carla às 20h48
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21/07/2006

Utilidades do Mari & Ana

(Agradeço à Lúcia, de quem recebi essas excelentes dicas.)

Colarinhos de camisas sociais limpinhos e duráveis?

Antes de colocar para lavar, use shampoo nos colarinhos, deixe alguns minutos. A sujeira sairá totalmente e o desgaste natural será menor.

  

Zíper emperrado? Esfregue sobre ele (perto da alça) um sabonete novo e seco. Passe um lápis preto comum (nº 2), riscando para baixo e para cima, forçando em seguida o gancho para frente e para trás, até que comece a correr.

  

As pilhas gastas e velhas ainda podem ser reaproveitadas por mais algum tempo. Basta fervê-las com água. A fervura funciona como carga nova.

  

Não precisa usar lâmina nova cada vez que se depilar. A gilete se conservará afiada se, logo após o uso, for lavada e guardada imersa em um recipiente com álcool.

  

Tire o cheiro desagradável dos cinzeiros, lavando-os com água e vinagre.

  

As folhas de alface quando cortadas com faca perdem muito seu valor nutritivo. Deixe sempre as folhas inteiras ou rasgue com as mãos.

Não sei o que é verdade disso tudo, mas... vale a pena transmitir ! rs... Tem mais, que vou postar aos poucos.

Beijos!!


Escrito por Ana Carla às 22h26
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Escrito por Ana Carla às 10h06
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FICÇÃO VIII

Ela era MUITO chata. Mas só com ele.

Com os demais, era a famosa “Miss Simpatia”. Sorria para todos, topava qualquer programa, relevava qualquer desfeita.

Mas com ele ela era implacável: implicava com tudo, reclamava o tempo inteiro. Não conseguia elogiar sem fazer uma ironia. Era ácida.

Ela amava aquele homem, e dizia isso com todas as letras, o tempo inteiro, para ele e para quem mais quisesse ouvir.

Mas não conseguia deixar de ser chata. Algumas vezes ela era até inconveniente, por exemplo quando ridicularizava algum

gesto de carinho dele. Noutras vezes era cruel a ponto de ignorar pequenos gestos de atenção, e criticar as tentativas de agrado.

Ela não ria das piadas dele, tinha alergia do perfume dele, já conhecia todas as histórias que ele queria contar,

e não suportava a comida preferida dele. Estava sempre cansada para sair com ele.

Até que ela percebeu: a chatice era um escudo. Mostrava pra ele sua pior faceta, seu lado mais insuportável.

Se ele tivesse que desistir, que fosse agora. Ela não queria se entregar por completo, com medo de, cativada e seduzida,

ser (novamente) abandonada e não ter pra onde canalizar todo aquele Amor.

Tinha tanto medo de perdê-lo que queria afastá-lo antes de perder-se.

Conseguiu controlar a chatice. Mas não o medo.   


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 10h02
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20/07/2006

Silêncio


Escrito por Ana Carla às 22h01
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19/07/2006

Realidade

Pode não parecer, mas sou tímida.

Aprendi a disfarçar, a driblar minha timidez ainda criança, brincando de teatrinho e criando “personas” atrás das quais me escondo.

Sempre digo que falo muito porque venho de família de italianos falantes. Mentira. Falo muito porque enquanto falo, sou eu que dirijo o assunto pra onde melhor me aprouver. Sobra pouco espaço pro outro perguntar, instigar, descobrir.

Também sei ouvir, não sou uma matraca desequilibrada que fala descontroladamente! Rs... até porque ouvir, sim, faz parte da minha natureza pisciana.

Mas o que eu queria mesmo comentar (he, he, he) é que quando não escrevo por aqui, não é por falta de assunto, e sim por absoluta falta de tempo (ou então, por timidez). Nunca tenho daquelas crises de ficar olhando a página em branco, ou hipnotizada pelo cursos piscando...

Por isso é que comigo os silêncios ficam REALMENTE constrangedores.


Categoria: Grandes momentos de Mim Mesma
Escrito por Ana Carla às 21h31
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18/07/2006

Ria...


Categoria: Para rir
Escrito por Ana Carla às 23h12
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...

Hoje, pela primeira vez em muito tempo, consegui ouvir essa música aí de baixo sem chorar.

Talvez eu esteja meio calejada, ou menos sonhadora, talvez seja amadurecimento...

Bem... o fato é que, pensando a respeito, já estou chorando de novo! Droga! Piscianas choram por tudo, e por nada! Seja lá o que for, acho que ainda não é suficiente, não acabou, não estou pronta. "Vai passar" é outra música do Chico.


Categoria: Grandes momentos de Mim Mesma
Escrito por Ana Carla às 21h57
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Eu te amo

(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


Categoria: Trilha Sonora
Escrito por Ana Carla às 21h54
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Escrito por Ana Carla às 11h20
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Amigos

Há algum tempo postei um texto que fiz pro meu Amigo Ricardo Lima (ver dia     ). Pois bem... numa noite de domingo daquelas que eu pensava que não me reservaria mais nada, a não ser a espera da segunda-feira, ele me surpreendeu com uma visita “fora de hora” (acaso amigo tem hora pra visitar?) Abri aquela garrafa de vinho lambrusco reservada pros momentos especiais, e extasiada ouvi aquela voz tão querida declamando todo seu livro “Cinza Ensolarada”  (azougue editorial, 2003). Falamos de filhos, de ausências, de bem-querências. E além de ganhar o livro, ganhei autorização pra divulgá-lo. Portanto, vez ou outra vou colocando por aqui os escritos do Ricardo. Olha aqui uma das delícias que ele guarda:

 

a infância nina acordes sem temor

 

azul risca

o dia com estilingue

rabisca algum sangue

na parede

 

combina com brim

 

rima com montanha

 

ilha com lua


Escrito por Ana Carla às 11h14
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16/07/2006

Meu filho!!

Pessoal,

meu filhote quis fazer um blog próprio, e eu estou toda orgulhosa! Meu menino tem 11 anos, e além de lindo, simpático, carinhoso e inteligente, está se mostrando criativo!! rsrs... Confiram: http://gabriel.capelossi.zip.net


Escrito por Ana Carla às 21h30
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Provérbio Árabe

Segue um valioso provérbio Árabe.... muito interessante, que se aplica ao
nosso dia a dia e é uma excelente reflexão sobre nossa vida e
carreira... Pelo manos foi o que um amigo disse. E eu acreditei!! rsrs...



Categoria: Para rir
Escrito por Ana Carla às 21h27
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15/07/2006

Como eu sou

Uma bruxa velha, gorda, vesga, desdentada e com uma baita verruga no nariz. Essa foi a última descrição que fiz de minha pessoa num chat da internet, depois de ver, pela enésima vez, alguém me perguntar: “como vc é?” antes mesmo de tentar me conhecer.

O que sempre me atraiu nesse mundo de velocidade, virtualidade e inexistência de espaço, foi o fato de conhecermos as pessoas de dentro pra fora. Primeiro troca-se idéias banais, generalidades, e aos poucos você já sabe do humor do cidadão, das preferências, dos valores e ideologias. Somente depois de ouvir (ler) suas piadas é que você vai ver seu sorriso. Se é que algum dia chegará a vê-lo!

Ali são criados personagens. Eu poderia ser loura, alta, esguia, com seios empinados e bumbum arredondado, olhos verdes e boca carnuda. Ou qualquer outra imagem que a fantasia permitir. Mas  perdi a paciência com esse exercício de criatividade. Ultimamente tenho que ser artista pra conseguir sobreviver!

Eu sei que parece jargão de imprensa barata, mas tenho um certo “compromisso com a verdade”, e uso a internet pra conhecer pessoas do mundo todo, pra me mostrar como sou de forma descomprometida. Acho que uso a internet até mesmo como uma forma de terapia: tem tanta gente louca no mundo, que acabo me considerando normal!

“Como são seus olhos?”, me perguntam. E a pergunta deveria ser: o que você faz com seus olhos? E eu responderia o que gosto de ler, de ver, de expressar. Responderia como vejo o mundo e as pessoas. Responderia o que me faz chorar de tristeza ou de alegria. Aliás... esclareceria, primeiro, que meus olhos choram muito!! Mas, pelo jeito, disso ninguém quer saber.

 

Eu me lembro exatamente do primeiro contato que tive com a “internet social”. Eu visitava uma amiga em São José dos Campos, que precisava resolver uma situação de trabalho e sugeriu que enquanto eu a esperava, “papeasse” um pouco no computador. Dei risada e ela continuou: “é bem interessante! Vc conhece muita gente! Mas tem que ter um bom nick, tipo “Lu Legal” ou “Beth Bacana””. E lá fui eu, como “Ana Banana”.

 

Foram boas as primeiras surpresas que tive. Lá, nos idos de 1998/1999, as salas de chat eram um verdadeiro tesouro! Conheci amigos do mundo todo, com quem mantenho contato até hoje, muitos sem ter nunca me encontrado pessoalmente. Naquele tempo, perguntar “como vc é?” era quase uma grosseria!


Categoria: Grandes momentos de Mim Mesma
Escrito por Ana Carla às 17h11
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14/07/2006

Aristeu é "O Cara"

Ele deve ter lido algumas das minhas postagens, não é possível!! rsrsrs...


Categoria: Para rir
Escrito por Ana Carla às 07h51
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13/07/2006

FICÇÃO VII

TUUUU... TUUU...

Não sei se o barulho vem do celular que seguro junto ao ouvido, ou do coração que carrego no peito, “descompassado de amor”. Está chamando.

Eu me apaixonei por ela na adolescência. Estudávamos juntos, embora ela morasse numa cidadezinha próxima. Lembro que cheguei a pedalar 30 Km na estrada para ir encontra-la num “Baile do Hawai”. Ela estava linda, colorida, radiante; e eu suado, cansado, cabisbaixo. Ela fingiu que nem me viu. Desanimado, pedi ajuda pra mãe dela, que se dispôs a guardar minha bicicleta e pagar a passagem de ônibus pra eu voltar pra casa.

Ela vivia rindo, e acho que foi essa risada que me cativou. Eu era meio franzino, estudava muito pois sonhava ser médico. Ela era extrovertida, fazia parte do grupo de teatro, usava grandes brincos de penas e de conchas, sentava sempre no chão, e tinha uma risada maravilhosa.

Um dia ela pediu para acompanhá-la até a farmácia, pois queria fazer outros furos na orelha (naquele tempo nem existiam piercings!). Eu me senti muito especial, mas ela logo deixou claro que eu era “só” seu melhor amigo.

Quando terminamos o colegial (ou 2º Grau, ou Ensino Médio, depende da sua idade) perdemos contato.

Eu a reencontrei ppor acaso, na rodoviária, uns 2 ou 3 anos depois. Eu era estudante de Medicina, ela fazia Comunicação Social.

Ela estava doente e eu tive pena daquela mulher. Foi um encontro rápido, mas muito intenso. E naquele momento eu tive a compreensão de que ela sempre gostara muito mais de mim do que eu dela. O riso fácil... talvez fosse só disfarce. Ela não estava mais sorrindo.

Mais 2 ou 3 anos, e antes de me casar eu a procurei. Linda, de novo! Saímos para jantar de mãos dadas, e como antigos namorados trocamos carinhos e olhares apaixonados durante toda a noite.

Quando a dona da cantina trouxe a conta, indicou a aliança em minha mão direita e perguntou: “são noivos?”. Foi ela quem respondeu: “Ele é noivo de outra mulher. Eu não sou noiva de ninguém.” Pela primeira vez na noite, o sorriso murchou. E teve tanta tristeza nessa resposta, que desisti de levá-a dali para o motel, conforme havia intimamente ansiado.

Eu me casei, e fui feliz. Tenho quatro filhos. O mais velho também se prepara para estudar Medicina. Posso me considerar um homem realizado.

Foi quase sem querer que encontrei o número do celular dela pela internet. Naquele tempo, no “nosso” tempo, não havia nem celular, nem internet.

- “Alô!” – ela atendeu. Desligo rápido!! O que vou falar pra ela?


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 21h04
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12/07/2006


Escrito por Ana Carla às 22h15
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FICÇÃO VI

Algumas lições que a gente aprende na infância não esquece nunca. Eu, por exemplo, aprendi a ser machista.

Já balzaquiana, tive um namorado bem gostosinho.

Eu morava com minha mãe e ele, separado, vivia sozinho. Até que cuidava bem do cafofo, mas quando ia visitá-lo eu tinha mania de “brincar de casinha”.

Adorava passar a roupa dele, arrumar a cama dele, fazer a comida preferida dele... comprava tapetinho para ele, vaso de flor, garrafa térmica, lustra-móveis.

Acabou o namoro, comprei minha casa e fui morar sozinha (não necessariamente nessa ordem).

Sabe que até hoje procuro um menino pra vir brincar de casinha comigo?

Não é por nada, mas seria bem bom ter alguém pra instalar meu chuveiro, colocar minha cortina, ajustar o meu varal...


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 22h14
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11/07/2006

Ganhei um selinho!!!

Gentem... o Senhor Dono do Bar, cujos blogs são o maior sucesso (o Bar da Rodoviária está comemorando MEIO MILHÃO de acessos!!!) deu a idéia de identificar meus textos com uma espécie de "selo", um símbolo para servir como assinatura visual. Eu gostei da idéia, e ele me presenteou com este desenho:

A partir de agora, as postagens da ANA CARLA vão com essa tatuagenzinha, ok?

Quero agradecer publicamente o Dono do Bar, que além do desenho tem estimulado minha criatividade, e provocado a minha escrita. Muito obrigada. Meus agradecimentos também praqueles que têm paciência de vir até aqui, ler o que a gente escreve, comentar, palpitar. Adoro isso tudo!!

Muitos beijos!!


Escrito por Ana Carla às 23h00
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FICÇÃO V

- Agora tem mais uma coisa que eu queria lhe dizer...

Ele disse isso com o rosto vermelho de menino que aprontou arte. Eu já não era tão menina, e estava encantada com tudo o que ouvira até ali daquele homem elegante, educado, culto.

Olhos atentos, permaneci calada, indicando que ele continuasse.

- Meu nome não é Antonio.

Não? Tudo bem. Muita gente se apresenta com nomes falsos na internet. O fato dele estar contando isso era bom sinal.

- E eu também não moro no Rio de Janeiro.

Ops! Se não mora longe, então...

- Na verdade, somos quase vizinhos.

Ufa! Isso facilitaria bastante...

- E eu também não sou empresário, sou professor.

Eu sorria, satisfeita. Era um homem honesto.

- Mais uma coisinha: sou casado.

Bem... ele parecia per-fei-to para o que eu tinha em mente...hehehe...

 

(Ana Carla)


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 21h35
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Entre o Céu e a Terra ....

"Prefiro o céu pela temperatura e o inferno pelas companhias" Millor Fernandes


Categoria: Para rir
Escrito por Mari às 10h56
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10/07/2006

Então...

Acho que ainda é cedo pra republicar, mas pra quem se interessar, no dia 08/05/06 eu postei aqui um texto intitulado "PRA ESCLARECER" que conta um pouquinho da Mari e da Ana. Agradeço as idéias, o apoio, e o carinho.

Beijos. Adoro beijos. ANA CARLA (rs...)


Escrito por Ana Carla às 22h43
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Escrito por Ana Carla às 22h01
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Minha Versão

O nome dele era Pedro. O nome dela era Ana.

Pedro Peter, Pimenta Paixão, ela costumava chama-lo. Ele a chamava de Ana.

Pedro TINHA Os traços e gestos delicados, quase femininos. Uma boca perfeita: pra beijar, pra falar, pra sorrir.

Era apaixonado pela melhor amiga de Ana. A melhor amiga de Ana era apaixonada pelo noivo alemão, alto e loiro.

Pedro ficou amigo de Ana.

Ela, boba que sempre foi, mesmo ciente de que ele se aproximava dela para chegar à amiga, apaixonou-se.

Por ele, ela viveu o que tão bem descreveu o Xico Sá, nO Carapuceiro ( no post de 05/07/2006 –DOS SACRIFÍCIOS (?) DO AMOR ETC”) : acordava às 5h30 da manhã pra fazer Yoga (que na época ainda tinha o Ó aberto, não era iôga), entrou num grupo de teatro, freqüentava sessões alternativas de cine clubes... Tentou de todas as formas mostrar para ela que poderia ser tão interessante quanto a amiga. Não teve muito sucesso.

Ela não a considerava boa o suficiente, e pra deixar isso claro, numa noite em que Ana chamou alguns casais amigos pra um queijo e vinho no ap, ele resolveu lhe apresentar a namorada nova.

O choque foi tamanho que Ana estava preparando um drink com abacaxi e o liquidificador literalmente explodiu, derramando o tinto vinho da cabeça aos pés da pobre Ana!

A tal namorada era uma moça estranha, meio “punk”, usava um só lado do cabelo curtíssimo (quase raspado) e o outro comprido até o ombro. Tão branquinha e gordinha quanto Ana, mas tinha piercings no rosto. E era burra. Ela a conhecia do grupo de teatro.

“Chorei, chorei... até ficar com dó de mim!” Ana lavou o corpo com chuveiro e a alma com lágrimas. A agonia durou pouco, como pouco duram todas as agonias da juventude.

Poucos dias depois Ana tinha problemas maiores com que se preocupar, outras conquistas, outras perdas...

Sabendo das perdas, Pedro foi visitá-la, levando uma caixa de bombons e um ramalhete de flores.

 

Ana não explica o que aconteceu. Talvez tenha sido exatamente esse momento que marcou sua maturidade. Talvez tenha sido só a coragem de quem não tem mais nada a perder... o fato é que Pedro saiu de lá com os bombons e as flores enfiados... nos ouvidos.


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 21h59
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Um poeta em nossas vidas!

Acabo de me lembrar da única vez em que nos envolvemos com o  mesmo raparigo! Foi há muitos e muitos anos atrás! Sim, porque embora vcs não saibam a Ana é velhinha ...rs... eu não! Temos longos e fatídicos 3 meses de diferença de idade! hehehehe

 

Logo no começo da faculdade me encantei com um rapaz do jornalismo. Muito meigo, carinhoso, sensível, poeta ... escrevia pra mim em formulário contínuo! Uma delícia! Pena que meu lado manhosa só aparece de vez em quando. O personagem principal sempre foi o de mulher de malandro, afinal, quem tem Vênus em Áries .....

 

Depois de alguns meses, eu já tinha cansado de tanto beijo, de tanto abraço, de tanta poesia, nunca li tanto Carlos Drummond! Infelizmente, a carne sempre falou mais alto! Aos interessados ... não mudei muito ...rs... (hoje estou encapetada ....!)

 

O pobre rapaz, desolado, se aproximou da Ana, aquela coisa de melhor amiga, confidente, interferente ... palpiteira nas decisões. E não é que ela o acolheu com bem mais do que o ombro! Mas vou deixar pra ela contar o resto! Afinal, o que importa não é o fato, mas a versão ....


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Mari às 19h36
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Tostines!

Olha, eu já contei aqui que sempre acreditei em Papai Noel!

Só não sei se ganho presente porque acredito ou se acredito porque ganho presente!

 

Uma outra coisa que eu não sei .... se sei escolher com quem me relacionar na net ou se tenho mesmo é uma baita sorte! Até hoje, entre as dezenas de pessoas que conheci pela net, virtualmente e na real, ninguém, ninguém me colocou em maus lençóis. A única pessoa que me colocou em uma situação delicada tinha, na verdade, muitos problemas e fez questão de se explicar e se desculpar, assim que teve uma oportunidade.

 

Eu havia me separado há poucos meses, tinha colocado meu perfil num site de relacionamento e conversado com algumas pessoas. Até então eu só conhecia gente da vida real. A net, como na maior parte do tempo, não passava de boa companhia pras noites solitárias. Uma noite, meu telefone tocou e ao atender, uma voz desconhecida me disse: sabe quem é? Claro que não, respondi com minha franqueza cotidiana, aquela que virou mexeu me deixa de saia justa! O .... João(não vou colocar nomes verdadeiros pra não melindrar ninguém ....). E eu lá sabia quem era o ... João! Ele então se ofereceu pra ligar a webcam para que eu pudesse vê-lo. Quando a imagem apareceu no monitor, quase enfartei! O homem era lindo, tinha uma boca, um sorriso ... impagáveis! Tínhamos trocado algumas mensagens e os telefones. Mas ainda não nos faláramos. A conversa evoluiu de uma maneira muito interessante. Eu estava especialmente inspirada. Obóvio ...rs....

 

Isso era uma segunda-feira. Nem sei de quem partiu a iniciativa, mas de repente ele estava convidado pra vir jantar na minha casa, na terça-feira. Maluquice total! Fiz até promessa pra vingar: não contar pra ninguém, nem pra Ana (aliás, somos duas viu? E não me venham com essa de simbiose, pelo amor de Deus ...rs... meu negócio, e o dela também, é Homem! hehehe!)

 

Pois ele veio! Meninos e meninas .. lembrei agora de um programa que passa de madrugada na GNT onde uma locutora de uma rádio pede pras pessoas ligarem contando histórias de “uma noite onde a intimidade superou todos os limites!”. Pois bem, eu tive a minha! Meus caros amigos, pela adrenalina, pela maluquice, pelo sorriso do rapaz ... foi sensacional! Mas foi, achei que nunca mais o fosse encontrar. Não o procurei, nem ele a mim ... E assim ficamos!

 

Para minha surpresa, no Natal seguinte, mais de 8 meses depois, á meia-noite e 1 meu telefone toca: sabe quem é? Jamais esqueceria o tom daquela voz, aquela coisa sinestésica mesmo, voltaram todas as sensações, todos os arrepios ... Lembrei de você, que diz que acredita em Papai Noel. Ele trouxe algo este ano? .... Queria te ver! ... Sim, como de costuma, Papai Noel não me decepcionou! Trouxe, um presentão! Um libanês, lindo, quente, maravilhoso, no dia de Natal, delivery! E mais uma vez foi muito legal.

 

Nos falamos mais algumas vezes, mas não passa de simples e maravilhoso tesão. Ele se mudou pra outra cidade, me liga de vez em quando ... não sei se voltarei a vê-lo. Prefiro que não! Perderia o encanto!

 

Agora me digam: Tostines está sempre fresquinho porque vende muito, ou vende muito porque está sempre fresquinho?????


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Mari às 19h08
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ATENÇÃO!!

Pessoal, não há outra forma de dizer isso: VOCÊS ESTÃO NOS CONFUNDINDO!!! rs...

Tem muita gente chamando a MARI de Ana Carla, e vice versa...

Já pensei em escrever com letrinhas de cor diferente, pra ficar claro quando sou eu, quando é ela... mas acabo esquecendo, na hora da pressa. O tempo é curto, e há tanto por ser feito!! (Será que o coelho da Alice no país das maravilhas foi o primeiro a dizer isso?).

SEGUINTE: aceito sugestões.

De qualquer forma, MUITO OBRIGADA!! rsrs...

Beijos! Adoro beijo.


Escrito por Ana Carla às 07h58
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09/07/2006

Enganos pré-WEB!

Eu era uma menina, de apenas 13 ou 14 anos. Num sábado sei lá de que mês, fui à festa de aniversário de uma amiga do colégio. Bailinho de garagem, às escuras, apenas um foco de luz negra, mal se via o que havia no copo, naqueles tempos isso não era nada preocupante! Um rapaz, pouco mais alto que eu, vestindo uma camisa impecavelmente branca (graças a luz negra ...rs...) aproximou-se e me convidou pra dançar. Ele era muito cheiroso, fiquei com a lembrança dele no nariz, dançava gostoso, bem perto, sem agarrar em demasia. Uma delícia! Dançamos até o momento em que fui avisada que meu pai chegara pra me buscar. Só depois me dei conta de que não havíamos trocado uma palavra! Nem os nossos nomes havíamos revelado! Hoje, relembrando, percebo que foi exatamente o inverso das paqueras internéticas de hoje, onde tudo se fala, mas a gente não se vê, não se toca, não sente o cheiro ..... Algum tempo depois, minha amiga pediu autorização pra dar a ele o meu telefone. Consenti. Conversamos meses até o dia em que ele quis vir à minha casa. Minha mãe permitiu e marcamos o dia. Na hora combinada, lá fui eu buscá-lo na padaria, o lugar mais fácil perto do ponto do ônibus. Passei batido por ele, não o reconheci. Ao nos localizarmos .... que decepção! Ele não era em nenhum sentido sequer parecido com o que eu havia imaginado, sim, imaginado, porque de verdade eu não o havia visto, tinha sido um verdadeiro "blind date". Fomos até minha casa e lá ficamos conversando por algum tempo até que ele me deu de presente o alívio com sua partida. Nunca mais o vi ou ouvi falar. Certamente a decepção não foi só minha!


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Mari às 16h45
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Realidade x Imaginação

A vida tem me exigido muita lucidez, energia e determinação! Superação de limites físicos e mentais! Tudo o que é lúdico tem sido necessariamente engavetado. O pouco tempo que sobra mal dá pra me refazer! É uma grande pena, falta espaço pra criatividade, pro ócio e pro prazer de ler, de escrever, de rever os amigos ..... Curiosamente, nestes momentos, o destino tem colocado no meu caminho pessoas que de alguma maneira são absolutamente necessárias e essenciais. Como que pudessem absorver toda a minha energia libidinal, permitindo que o sonho não invada a realidade!


Categoria: Grandes momentos de Mim Mesma
Escrito por Mari às 16h28
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Escrito por Ana Carla às 13h54
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FICÇÃO IV

Você é virgem por opção ou por circunstâncias?

A pergunta veio de surpresa. Ela engasgou e sorriu. Estava com 18 anos, não se considerava bonita, mas se sabia inteligente. Precisava encontrar uma resposta interessante.

Tinha acabado de passar no vestibular de uma escola pública na cidade grande, e o braço em seu ombro era do amigo de sua mãe (preocupada mãe do interior), quase um abraço de pai.

Tudo bem que esse assunto estava à beira de se tornar um problema para ela. Mas não esperava a pergunta ali, na calçada do MASP, “o maior vão aberto da arquitetura”, enquanto era apresentada à paulicéia desvairada.

A pergunta virou um silêncio pesado. Tão pesado que os obrigou a parar a caminhada. Aquele braço no seu ombro não era mais um abraço de pai. Pesou, esquentou tanto que se rosto parecia pegar fogo. De quem era a mão na sua cintura? O que era aquilo na sua mão?

Quando percebeu o beijo de língua ela teve certeza de que ele era a solução dos seus problemas.

Não foi.


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 13h53
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08/07/2006


Escrito por Ana Carla às 18h48
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FICÇÃO III

Naquele tempo eram divulgadas muitas histórias ruins sobre a internet: mentiras, fraudes e golpes. Ela era insegura, e só entrava nas salas de bate-papo para se distrair um tantinho.

Naquela noite ele pediu o número do telefone dela. “Não dou meu telefone na internet!” Por quê? Qualquer um encontra seu número na lista telefônica.

Fazia sentido. Mas ela resistiu. Que ele desse seu número, então.

Ficaram amigos. Ele morava do outro lado do país. Dizia ser médico, neurocirurgião. Eram longas conversas noturnas, traduzidas em grandes (e caras) contas telefônicas.

Ele soube quando ela se apaixonou por outro. Ela soube quando ele machucou a mão e teve medo de não poder mais trabalhar. Ela contou seus sonhos, ele contou as manias. Trocaram histórias, fotos, presentes.

Foram anos de relacionamento à distância. Até que um dia ele avisou que viria participar de um Congresso na cidade dela. A desculpa ideal para poderem (finalmente ) se conhecer pessoalmente. Risos, alguma ansiedade... teriam cinco dias para aproveitarem como quisessem. Ele chegou numa manhã de quarta-feira.

Almoçaram juntos, sem tirar os olhos dos olhos do outro. Nenhum deles lembra exatamente o que comeram, ou conversaram. Meio hipnotizados, ela voltou ao trabalho e ele foi para o hotel. Combinaram qualquer coisa para o final da tarde. Nem ele, nem ela sabem o motivo que os fez cancelarem, mas a quinta-feira passou voando, e também a sexta. O sábado escorregou, e nunca mais ela teve notícias dele. Tampouco ele soube o que aconteceu com ela.


Categoria: Realidade virtual
Escrito por Ana Carla às 18h43
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06/07/2006

Vale, sim!!

Quem me acordou hoje foi a Gal Costa, animadíssima, que cantava:

Paula e Bebeto
(Caetano Veloso / Milton Nascimento)


É vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é pra vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá


Categoria: Trilha Sonora
Escrito por Ana Carla às 07h01
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05/07/2006

FICÇÃO II

Eu bem que tentei. Estou carente, querendo alguém pra me relacionar. É bom quando tenho companhia para ir ao cinema, alguém pra quem ligar contando a piadinha do dia ou resmungando contra o chefe.

Sei que não é fácil encontrar O Príncipe. Quando vi a foto e não me entusiasmei, lembrei que também sou feiosinha, já quase quarentona, não dá mais pra ser muito exigente. Além do mais, ele não mora muito longe da minha casa, isso facilitaria um bocado.

Quando ele disse que gostava de música sertaneja eu até fechei os olhos, quase desisti! Mas não devo ser radical. Há Almir Sater, música de raiz, também tem coisa boa nesse estilo! E eu já me acostumei a coisas piores. Eu tentei.

Olhei os textos e identifiquei vários erros de português, vícios de linguagem... Mas resolvi deixar pra lá. Afinal, esse “preciosismo” é chatice minha. Também erro. “Só não erra quem não faz”.

Além do mais estou carente, precisando de companhia, carinho atenção... também relevei a voz um pouco estranha no telefone. Fiz de conta que nem reparei nos sons esquisitos que me lembravam flatulências. Nem nos palavrões grosseiros. Internet engana. Ele deve ser boa gente.

Eu bem que tentei. Mas no primeiro encontro, quando ele passou a língua nos lábios, me olhou de alto a baixo e disse ter certeza de que estava ansiosa por estar com ele na cama, não consegui segurar a ânsia (desculpem o trocadilho barato), e vomitei a seus pés.


Escrito por Ana Carla às 22h13
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04/07/2006

FICÇÃO

Quando eu o conheci, reconheci nele o “Homem de Minha Vida”.

Ele não foi o único, tampouco o primeiro ou o último. Mas foi um dos “Homem de Minha Vida”.

Sem contrariar a primeira impressa ele me fez muito, muito feliz. O relacionamento não prosseguiu por circunstâncias da Vida.

Quando telefonei alguns meses depois e ouvi “estou namorando outra pessoa, por favor não me ligue mais” foi como uma flechada na boca do estômago.

O Tempo (abençoado Tempo) nos proporcionou novo encontro, alguns anos depois. Novo relacionamento com o mesmo Homem de Minha Vida. Falei da mágoa que aquele telefonema deixou. Expliquei que em mim o Amor não morre, que ele pode namorar, casar, viver com outras pessoas, que nunca vou interferir, que não precisa riscar minha existência do mapa... Pois bem. Circunstâncias semelhantes novamente nos separaram.

Alguns meses depois eu telefono e ouço frases desconexas do outro lado. Não compreendo, insisto, ele troca meu nome. Desligo preocupada com sua sanidade. Algumas horas mais tarde ele liga de volta e se justifica: estava com a nova namorada ao lado, por isso inventou um diálogo diferente, pra não me magoar. Agora ligava do orelhão da esquina pra esclarecer.

Esclareceu.

Na próxima Vida preciso lembrar de escolher melhor os Homens que irão fazer parte dela.
Escrito por Ana Carla às 22h00
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Escrito por Ana Carla às 22h00
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Anos Dourados (Chico Buarque/Tom Jobin, 1986)

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor

Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados

Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais


Categoria: Trilha Sonora
Escrito por Ana Carla às 21h57
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Mari, Meiga Amiga sumida deste blog,

 Lembra que lhe contei que estaria tentando dedicar mais tempo à escrita? Então. Lembra do nosso projeto de juntar os causos internáuticos? Então. Mas está sendo como destampar o ralo de uma piscina, nos desenhos animados. Um montão de coisas se embolando pra sair tudo de uma vez. Histórias minhas, suas e de outros. Reais e imaginárias. Pra esse exercício terapêutico, criei a categoria “realidade virtual”, all right? Menina, você não imagina as profundezas onde estou chegando. Recomendo. Beijão.


Categoria: Pensando em Você!
Escrito por Ana Carla às 21h54
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03/07/2006


Escrito por Ana Carla às 23h30
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E mais...

Muitas vezes o Amor machuca. Machuca tanto que tenho medo de não deixá-lo mais acontecer e virar zumbi, como esses de quem falei.

Não é só o Amor-romântico não correspondido que dói. Dói amar o filho e vê-lo cair os próprios tombos para amadurecer. Dói amar os pais que muitas vezes não concordam com os caminhos que escolhemos e nos criticam impiedosamente pois conhecem nossas feridas.

Dói amar um time de futebol que não tem garra para jogar. Dói amar uma Nação que se deixa usurpar e corromper passivamente. Dói amar um amigo que não encontra tempo pra compartilhar a vida ou responder um e-mail.

Dói... mas é gostoso!!! He, he, he...

E quando eu penso que o coração já está tão calejado que dificilmente alguma coisa conseguirá arranhá-lo, ele dá cambalhotas que me fazem gargalhar!!!

O Amor não acaba! O Amor vem de dentro!Não deixei de amar o primeiro namorado da adolescência, nem deixei de amar “aquela” boneca que Papai Noel me trouxe. O Amor pelo meu pai não morreu com ele. Todo o Amor que carrego em mim vai se multiplicando, e crescendo, e explodindo em risos e lágrimas.

O Amor é a Vida que me faz instável, e que torna tão frágil o momento presente.


Categoria: Grandes momentos de Mim Mesma
Escrito por Ana Carla às 23h29
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