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Grandes momentos de Mim Mesma
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| 19/07/2006 |
Realidade
Pode não parecer, mas sou tímida.
Aprendi a disfarçar, a driblar minha timidez ainda criança, brincando de teatrinho e criando “personas” atrás das quais me escondo.
Sempre digo que falo muito porque venho de família de italianos falantes. Mentira. Falo muito porque enquanto falo, sou eu que dirijo o assunto pra onde melhor me aprouver. Sobra pouco espaço pro outro perguntar, instigar, descobrir.
Também sei ouvir, não sou uma matraca desequilibrada que fala descontroladamente! Rs... até porque ouvir, sim, faz parte da minha natureza pisciana.
Mas o que eu queria mesmo comentar (he, he, he) é que quando não escrevo por aqui, não é por falta de assunto, e sim por absoluta falta de tempo (ou então, por timidez). Nunca tenho daquelas crises de ficar olhando a página em branco, ou hipnotizada pelo cursos piscando...
Por isso é que comigo os silêncios ficam REALMENTE constrangedores.

Escrito por Ana Carla às 21h31
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| 18/07/2006 |
...
Hoje, pela primeira vez em muito tempo, consegui ouvir essa música aí de baixo sem chorar.
Talvez eu esteja meio calejada, ou menos sonhadora, talvez seja amadurecimento...
Bem... o fato é que, pensando a respeito, já estou chorando de novo! Droga! Piscianas choram por tudo, e por nada! Seja lá o que for, acho que ainda não é suficiente, não acabou, não estou pronta. "Vai passar" é outra música do Chico.

Escrito por Ana Carla às 21h57
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| 15/07/2006 |
Como eu sou
Uma bruxa velha, gorda, vesga, desdentada e com uma baita verruga no nariz. Essa foi a última descrição que fiz de minha pessoa num chat da internet, depois de ver, pela enésima vez, alguém me perguntar: “como vc é?” antes mesmo de tentar me conhecer.
O que sempre me atraiu nesse mundo de velocidade, virtualidade e inexistência de espaço, foi o fato de conhecermos as pessoas de dentro pra fora. Primeiro troca-se idéias banais, generalidades, e aos poucos você já sabe do humor do cidadão, das preferências, dos valores e ideologias. Somente depois de ouvir (ler) suas piadas é que você vai ver seu sorriso. Se é que algum dia chegará a vê-lo!
Ali são criados personagens. Eu poderia ser loura, alta, esguia, com seios empinados e bumbum arredondado, olhos verdes e boca carnuda. Ou qualquer outra imagem que a fantasia permitir. Mas perdi a paciência com esse exercício de criatividade. Ultimamente tenho que ser artista pra conseguir sobreviver!
Eu sei que parece jargão de imprensa barata, mas tenho um certo “compromisso com a verdade”, e uso a internet pra conhecer pessoas do mundo todo, pra me mostrar como sou de forma descomprometida. Acho que uso a internet até mesmo como uma forma de terapia: tem tanta gente louca no mundo, que acabo me considerando normal!
“Como são seus olhos?”, me perguntam. E a pergunta deveria ser: o que você faz com seus olhos? E eu responderia o que gosto de ler, de ver, de expressar. Responderia como vejo o mundo e as pessoas. Responderia o que me faz chorar de tristeza ou de alegria. Aliás... esclareceria, primeiro, que meus olhos choram muito!! Mas, pelo jeito, disso ninguém quer saber.
Eu me lembro exatamente do primeiro contato que tive com a “internet social”. Eu visitava uma amiga em São José dos Campos, que precisava resolver uma situação de trabalho e sugeriu que enquanto eu a esperava, “papeasse” um pouco no computador. Dei risada e ela continuou: “é bem interessante! Vc conhece muita gente! Mas tem que ter um bom nick, tipo “Lu Legal” ou “Beth Bacana””. E lá fui eu, como “Ana Banana”.
Foram boas as primeiras surpresas que tive. Lá, nos idos de 1998/1999, as salas de chat eram um verdadeiro tesouro! Conheci amigos do mundo todo, com quem mantenho contato até hoje, muitos sem ter nunca me encontrado pessoalmente. Naquele tempo, perguntar “como vc é?” era quase uma grosseria!

Escrito por Ana Carla às 17h11
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| 09/07/2006 |
Realidade x Imaginação
A vida tem me exigido muita lucidez, energia e determinação! Superação de limites físicos e mentais! Tudo o que é lúdico tem sido necessariamente engavetado. O pouco tempo que sobra mal dá pra me refazer! É uma grande pena, falta espaço pra criatividade, pro ócio e pro prazer de ler, de escrever, de rever os amigos ..... Curiosamente, nestes momentos, o destino tem colocado no meu caminho pessoas que de alguma maneira são absolutamente necessárias e essenciais. Como que pudessem absorver toda a minha energia libidinal, permitindo que o sonho não invada a realidade!
Escrito por Mari às 16h28
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| 03/07/2006 |
E mais...
Muitas vezes o Amor machuca. Machuca tanto que tenho medo de não deixá-lo mais acontecer e virar zumbi, como esses de quem falei.
Não é só o Amor-romântico não correspondido que dói. Dói amar o filho e vê-lo cair os próprios tombos para amadurecer. Dói amar os pais que muitas vezes não concordam com os caminhos que escolhemos e nos criticam impiedosamente pois conhecem nossas feridas.
Dói amar um time de futebol que não tem garra para jogar. Dói amar uma Nação que se deixa usurpar e corromper passivamente. Dói amar um amigo que não encontra tempo pra compartilhar a vida ou responder um e-mail.
Dói... mas é gostoso!!! He, he, he...
E quando eu penso que o coração já está tão calejado que dificilmente alguma coisa conseguirá arranhá-lo, ele dá cambalhotas que me fazem gargalhar!!!
O Amor não acaba! O Amor vem de dentro!Não deixei de amar o primeiro namorado da adolescência, nem deixei de amar “aquela” boneca que Papai Noel me trouxe. O Amor pelo meu pai não morreu com ele. Todo o Amor que carrego em mim vai se multiplicando, e crescendo, e explodindo em risos e lágrimas.
O Amor é a Vida que me faz instável, e que torna tão frágil o momento presente.
Escrito por Ana Carla às 23h29
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E o que acontece, quando o Amor não acontece?
Falar de Amor não é fácil, mas falar da sua ausência é ainda pior.
Não acho que o Amor seja condição da Humanidade, mas sim uma necessidade.
O bicho homem tem necessidade de amar e ser amado. Nem sempre o objeto do nosso Amor é nossa “Alma Gêmea”. Muitos de nós nunca encontramos o “Par Perfeito”, mas amamos verdadeiramente os amigos e filhos, e nos completamos. Há quem ame uma causa (social ou política, por exemplo), há quem ame seu trabalho ou bens materiais. Há quem ame algum tipo de arte. Também os (raros) que amam a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmos.
Há os que amam somente a si próprios. A estes, chamamos egoístas.
Mas também há os que não amam.
Olhe em volta e, tenho certeza, reconhecerão alguns. São pessoas amargas, secas, cinzentas e doentes.
Acreditem, há que não ame!! Uma pessoa que não SE ama, não pode amar nada que esteja fora de si mesma. “Ninguém pode dar aquilo que não tem”. Alguns desses podem até vivem com companheiro(a), mas por comodismo ou costume, e não por Amor.
Esses seres que não amam sublimaram a carência e circulam por aí, espalhando mau-humor. São os chefes intransigentes, pais não-compreensivos, verdadeiros zumbis que esperam a morte chamar.
Não me lembro quem, mas alguém (sabiamente) já disse que não é o ódio, o contrário do Amor, e sim a morte.
Escrito por Ana Carla às 23h29
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| 02/07/2006 |
O que acontece quando o AMOR acontece?
O competentíssimo Marco, do Antigas Ternuras, escreveu um texto belíssimo e nos convidou a responder a questão acima. Bem, Marco... fiquei mais do que um dia encafifada com essa pergunta. Sei lá o que acontece, quando o Amor acontece!! rs...
Mas a pergunta ficou rodeando, provocando... não me deixou postar mais nada. Conheci pessoas, torci pelo Brasil, trabalhei. E nada de conseguir ver o que é que acontece quando... Mas há pouco, curiosamente (?) dentro da Igreja, a resposta chegou:
Quando o Amor acontece, tudo o mais desaparece. Não é rima. Nem solução. É o que acontece.
Não há pressa, nem preocupação, pois é como se a razão de nossa vida estivesse ali, diante de nós. Nada mais importa. Não há bom senso, nem ponderação. Não há mais nada. O Amor passa a ser nossa razão de existir. Até o Tempo passa a acontecer em função dele.
Nossa história passa a se dividir entre antes e depois de. Os dias são classificados em dias de gozar os prazeres do amor; dias de esperar, ansiosamente, por ele; ou dias de lembrar, inebriados, dele.
Se nosso amado(a) mora longe, não medimos esforços pra vencer distâncias: longos telefonemas, cartas, bilhetes, e-mails, torpedos pelo celular, telepatia, sinais de fumaça. E as viagens, constantes, de carro, ônibus, avião, trem, navio, camelo, bicicleta... Tudo pra chegar mais perto.
Se mora perto, até a respiração passa a ter o mesmo ritmo. A vontade é fazer uma fusão permanente, dissolvermo-nos no outro. Completarmo-nos nele, para fortalecermo-nos
Perder a hora no serviço não é importante. Algum parente doente? Pode esperar. Não há fome no mundo ou jogo de Copa que desvie nossa atenção. Passamos a viver do Amor, pelo Amor, para o Amor.
O Amor que não acaba, mas se transforma. Os amores correspondidos vivem felizes para sempre, e ponto final. O Amor não correspondido já rendeu boas histórias, músicas, poesias... além de bebedeiras homéricas, oceanos de lágrimas e boas gargalhadas.
Embora sério, o Amor é bem humorado, e nos torna lúdicos e melhores. Sobrevivemos, sim, aos amores unilaterais. O Amor sempre nos fortalece.
E o Tempo (esse sim, Senhor indomável), retoma as rédeas da situação. Até que, novamente, o Amor nos brinde com os ares de sua Graça.
Escrito por Ana Carla às 21h55
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| 26/06/2006 |
Carência
Costumo dizer que minha carência de dar é maior do que a de receber. Com isso, minha idéia é mostrar que adoro agradar, que muitas vezes o meu maior prazer é dar prazer, que gosto de cuidar. Adoro ter pra quem ligar, em quem pensar... Mas hoje, minha carência é a de ser procurada, mesmo. Deve ser TPM.
Escrito por Ana Carla às 11h00
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| 11/06/2006 |
Saudade...
Há uns 500 ou 600 anos eu estudei piano clássico: teoria, harmonia, solfejo, canto... Foram SETE ANOS (conta de mentiroso) martelando teclados e ouvidos incautos, hehehe...
Tentando arranjar um jeito de postar música instrumental aqui, encontrei coisinhas que me fizeram lembrar do lado bom daquele tempo.
Adoro essa minha memória seletiva, que deleta os momentos ruins e guarda as boas lembranças na forma de cheiros, sons, imagens dispersas, sensações isoladas. Coisas de quem tem ascendente em Touro.
Desisti de vez do piano quando precisei operar a mão. Hoje olhei pra ela (minha mão - a esquerda) e fiquei muito, muito feliz por ainda poder brincar noutros teclados. E tocar noutras (e outras) coisas, rsrs...
E quanta coisa boa essa mão aprendeu a fazer!!

Escrito por Ana Carla às 11h50
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| 06/06/2006 |
Amor
O Marco, do Antigas Ternuras , convidou seus leitores assíduos a escreverem sobre o amor, respondendo às seguintes perguntas: vale tudo por amor? Até trair a confiança de uma pessoa? Até quanto vale ir por amor? Qual a maior loucura que você já fez por amor e qual a loucura que acha que jamais faria por ele?
Eu sou fã confessa do Marco, fiquei lisonjeada com a lembrança, e me dispus a escrever minhas pensações abobrinhais sobre o assunto. Quem não gostar, pode ir lá brigar com ele.
Antes, é claro, tomo emprestadas as palavras (musicadas) do desejado, amado, adorado (salve! salve!) Chico, que de imediato me vieram à mente:
Viver do Amor
(Chico Buarque de Holanda)
Pra se viver do amor Há que esquecer o amor Há que se amar Sem amar Sem prazer E com despertador - como um funcionário
Há que penar no amor Pra se ganhar no amor Há que apanhar E sangrar E suar Como um trabalhador
Ai, o amor Jamais foi um sonho O amor, eu bem sei Já provei E é um veneno medonho
É por isso que se há de entender Que o amor não é um ócio E compreender Que o amor não é um vício O amor é sacrifício O amor é sacerdócio Amar É iluminar a dor - como um missionário
Escrito por Ana Carla às 22h38
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(Mais um pouco)
Acho que muito do que já foi postado aqui reflete o que penso sobre o Amor. Recorro sempre às citações porque acho que tantas coisas belas já foram escritas/faladas, que certamente eu não o conseguiria fazer com mais propriedade. Vejamos, então, a composição do Renato Russo (com recortes do Apóstolo Paulo e Camões), Monte Castelo, que o Legião Urbana já cantou:
“Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer.” (...)
Esse Amor que não tem limite, não tem explicação, não tem medidas, não tem razão... esse Amor também não tem posse! Amor é admiração. Amor é respeito.
Então, a pergunta inicial,a meu ver, perde o sentido. Vale tudo por amor?? Como assim? Se eu admiro, respeito, se eu amo... Estamos falando do sentimento ou do “objeto” que é alvo do meu Amor?
O Amor quer preservar. O Amor quer ver crescer. O Amor é altruísta.
Vale tudo o que é regido pelo Amor. E desse “tudo” exclui-se o que for destrutivo ou maléfico ou doentio. O Amor, quando verdadeiro, constrói, é bom e saudável. Querer justificar os nossos atos “em nome do amor” é covardia.
Note que falamos de Amor, e não da Paixão.
Partindo daí... trair a confiança de alguém não é um ato amoroso. E o mais grave é quando traímos a nós mesmos, às nossas crenças, aos nossos valores, nossas vontades, nosso desejo. O mais grave é quando traímos nosso Amor-próprio. Aliás, o que é considerado “traição”? Eu, pessoalmente (e tem outra forma de falar em primeira pessoa?? Rs...), considero que a maior traição que possa sofrer ou fazer, no caso de um relacionamento amoroso, é estar com o outro “por obrigação”, ou “por falta de opção”, e não por vontade, desejo, satisfação. Mas essa regra (o que é traição), assim como todas as outras do “jogo amoroso”, devem ser explícitas e aceitas.
Escrito por Ana Carla às 22h38
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Continuando
Se eu considero o Amor imensurável, não há como dizer até quanto vale ir por amor. Não dá pra amar um litro, ou amar dois quilômetros. Também creio serem falsas as afirmativas do tipo “eu amo mais do que sou amada”. Talvez eu demonstre mais ou menos amor, pode ser que eu faça mais carinhos, dê mais beijos. Pode ser que eu seja mais possessiva, egocêntrica... mas não dá pra medir sentimento. Nem na quantidade, nem na qualidade. Não existe Amor maior que outro. É o mesmo que tentar qualificar a dor: dor de dente é pior do que dor de barriga só pra quem está com dor de dente.
Depois dos 30 (obrigada, Balzac!) a gente aprende que não dá pra controlar os sentimentos, mas dá pra controlar a forma de trabalhar com esses sentimentos. As minhas inseguranças são só minhas, não posso despejá-las no outro (que eu afirmo amar). Assim como minhas carências, os meu medos, os meus desejos, os sonhos...
Outra confusão bastante comum é quando dizemos que o Amor dói. Amar não dói, o que dói é a frustração de não ter o objeto do meu Amor!! Rs... O que dói é a decepção de não ter todos os meus desejos realizados no momento em que idealizei. O que dói é o meu egoísmo, meu apego, a minha humana limitação. O Amor, ao contrário, cura todas as feridas: de câncer à unha encravada; de mau humor à depressão. Por experiência própria eu digo: acreditem, o Amor É o melhor remédio. E ele não dói, nem custa caro.
Pra dizer qual a maior loucura que já fiz por Amor, acho que precisamos definir o que seja loucura!! Rs... Muita gente já tentou, mas depois d´O Alienista, do Machado de Assis, acho falha qualquer definição. Na minha concepção, eu ainda cometo verdadeiras insanidades para conquistar, viver ou preservar uma relação amorosa. A maior, mais maluca e incoerente, é quando tento disfarçar aquilo que sou!! Já imaginou que doideira, tentar fazer-me diferente só pra agradar alguém??? Pois é. Mas vira e mexe eu me surpreendo recaindo nesse vício maldito. Acho que vem dos tempos de criança, quando a gente aprendia que se não fizesse assim ou assado, ninguém gostaria da gente. É lícito mudarmos, transformarmo-nos numa pessoa melhor. Loucura é quando nos violentamos “por amor”. Isso não existe.
“Onde queres revólver sou coqueiro, e onde queres dinheiro sou paixão/ Onde queres romance sou desejo, e onde sou só desejo, queres não...” (O Quereres – Caetano Veloso)
Se a idéia é saber das brincadeirinhas e farras já feitas, foram muitas! Hehehe... Já li num pára-choques de caminhão: “Cuidado – o amor é cego, mas a vizinha não!” e dei risadas, porque lá no fundinho penso que os amantes são protegidos pelo acaso. Atire a primeira pedra quem nunca arriscou-se num lugar público; ou nunca inventou uma desculpa pelo atraso injustificado num compromisso de trabalho... rs... Mas os “detalhes sórdidos” eu só conto pros muito íntimos (certo, Mari?). Sou tímida.
A loucura que eu nunca faria, seja lá pelo que for, é a agressão física. Essa paranóia foge da minha parca compreensão.
Por fim, vale lembrar que Eros (para os Gregos) ou Cupido (para os romanos) é o Deus Mitológico do Amor. Além de belo e irresistível, leva-nos a ignorar o bom senso, e desperta a inveja. Filho de Afrodite (deusa da beleza e paixão sexual) e Zeus (deus supremo da mitologia grega), estava fadado a ser pra sempre criança, por ser solitário (por isso ser comumente representado como uma “bebê fofinho”, com asas, arco e flecha). Eros somente cresceu após o nascimento de seu irmão. Casou-se com Psiquê, uma mortal tão bela que despertou a fúria de Afrodite (viria daí a fama das sogras??). Não vem ao caso entrar em detalhes, mas depois de muitos percalços, viveram felizes para sempre no Olimpo. Isso é o que diz o mito. Pronto Marco. Falei um monte!! Rsrs... Não sei se alguém vai ter paciência pra ler isso tudo, mas pra mim foi um exercício e tanto!! Muito obrigada pelo convite!!
Escrito por Ana Carla às 22h37
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| 02/06/2006 |
Aprendi!
Aprendi que se aprende errando Que crescer não significa fazer aniversário Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro Que amigos a gente conquista mostrando o que somos Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim Que a maldade se esconde atrás de uma bela face Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida Que amar significa se dar por inteiro Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos Que se pode conversar com as estrelas Que se pode confessar com a Lua Que se pode viajar além do infinito Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde Que dar um carinho também faz... Que sonhar é preciso Que se deve ser criança a vida toda Que nosso ser é livre Que Deus não proíbe nada em nome do amor Que o julgamento alheio não é importante Que o que realmente importa é a Paz interior!!
Escrito por Mari às 22h38
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