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Realidade virtual
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| 21/07/2006 |
FICÇÃO VIII
Ela era MUITO chata. Mas só com ele.
Com os demais, era a famosa “Miss Simpatia”. Sorria para todos, topava qualquer programa, relevava qualquer desfeita.
Mas com ele ela era implacável: implicava com tudo, reclamava o tempo inteiro. Não conseguia elogiar sem fazer uma ironia. Era ácida.
Ela amava aquele homem, e dizia isso com todas as letras, o tempo inteiro, para ele e para quem mais quisesse ouvir.
Mas não conseguia deixar de ser chata. Algumas vezes ela era até inconveniente, por exemplo quando ridicularizava algum
gesto de carinho dele. Noutras vezes era cruel a ponto de ignorar pequenos gestos de atenção, e criticar as tentativas de agrado.
Ela não ria das piadas dele, tinha alergia do perfume dele, já conhecia todas as histórias que ele queria contar,
e não suportava a comida preferida dele. Estava sempre cansada para sair com ele.
Até que ela percebeu: a chatice era um escudo. Mostrava pra ele sua pior faceta, seu lado mais insuportável.
Se ele tivesse que desistir, que fosse agora. Ela não queria se entregar por completo, com medo de, cativada e seduzida,
ser (novamente) abandonada e não ter pra onde canalizar todo aquele Amor.
Tinha tanto medo de perdê-lo que queria afastá-lo antes de perder-se.
Conseguiu controlar a chatice. Mas não o medo.

Escrito por Ana Carla às 10h02
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| 13/07/2006 |
FICÇÃO VII
TUUUU... TUUU...
Não sei se o barulho vem do celular que seguro junto ao ouvido, ou do coração que carrego no peito, “descompassado de amor”. Está chamando.
Eu me apaixonei por ela na adolescência. Estudávamos juntos, embora ela morasse numa cidadezinha próxima. Lembro que cheguei a pedalar 30 Km na estrada para ir encontra-la num “Baile do Hawai”. Ela estava linda, colorida, radiante; e eu suado, cansado, cabisbaixo. Ela fingiu que nem me viu. Desanimado, pedi ajuda pra mãe dela, que se dispôs a guardar minha bicicleta e pagar a passagem de ônibus pra eu voltar pra casa.
Ela vivia rindo, e acho que foi essa risada que me cativou. Eu era meio franzino, estudava muito pois sonhava ser médico. Ela era extrovertida, fazia parte do grupo de teatro, usava grandes brincos de penas e de conchas, sentava sempre no chão, e tinha uma risada maravilhosa.
Um dia ela pediu para acompanhá-la até a farmácia, pois queria fazer outros furos na orelha (naquele tempo nem existiam piercings!). Eu me senti muito especial, mas ela logo deixou claro que eu era “só” seu melhor amigo.
Quando terminamos o colegial (ou 2º Grau, ou Ensino Médio, depende da sua idade) perdemos contato.
Eu a reencontrei ppor acaso, na rodoviária, uns 2 ou 3 anos depois. Eu era estudante de Medicina, ela fazia Comunicação Social.
Ela estava doente e eu tive pena daquela mulher. Foi um encontro rápido, mas muito intenso. E naquele momento eu tive a compreensão de que ela sempre gostara muito mais de mim do que eu dela. O riso fácil... talvez fosse só disfarce. Ela não estava mais sorrindo.
Mais 2 ou 3 anos, e antes de me casar eu a procurei. Linda, de novo! Saímos para jantar de mãos dadas, e como antigos namorados trocamos carinhos e olhares apaixonados durante toda a noite.
Quando a dona da cantina trouxe a conta, indicou a aliança em minha mão direita e perguntou: “são noivos?”. Foi ela quem respondeu: “Ele é noivo de outra mulher. Eu não sou noiva de ninguém.” Pela primeira vez na noite, o sorriso murchou. E teve tanta tristeza nessa resposta, que desisti de levá-a dali para o motel, conforme havia intimamente ansiado.
Eu me casei, e fui feliz. Tenho quatro filhos. O mais velho também se prepara para estudar Medicina. Posso me considerar um homem realizado.
Foi quase sem querer que encontrei o número do celular dela pela internet. Naquele tempo, no “nosso” tempo, não havia nem celular, nem internet.
- “Alô!” – ela atendeu. Desligo rápido!! O que vou falar pra ela?

Escrito por Ana Carla às 21h04
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| 12/07/2006 |
FICÇÃO VI
Algumas lições que a gente aprende na infância não esquece nunca. Eu, por exemplo, aprendi a ser machista.
Já balzaquiana, tive um namorado bem gostosinho.
Eu morava com minha mãe e ele, separado, vivia sozinho. Até que cuidava bem do cafofo, mas quando ia visitá-lo eu tinha mania de “brincar de casinha”.
Adorava passar a roupa dele, arrumar a cama dele, fazer a comida preferida dele... comprava tapetinho para ele, vaso de flor, garrafa térmica, lustra-móveis.
Acabou o namoro, comprei minha casa e fui morar sozinha (não necessariamente nessa ordem).
Sabe que até hoje procuro um menino pra vir brincar de casinha comigo?
Não é por nada, mas seria bem bom ter alguém pra instalar meu chuveiro, colocar minha cortina, ajustar o meu varal...

Escrito por Ana Carla às 22h14
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| 11/07/2006 |
FICÇÃO V
- Agora tem mais uma coisa que eu queria lhe dizer...
Ele disse isso com o rosto vermelho de menino que aprontou arte. Eu já não era tão menina, e estava encantada com tudo o que ouvira até ali daquele homem elegante, educado, culto.
Olhos atentos, permaneci calada, indicando que ele continuasse.
- Meu nome não é Antonio.
Não? Tudo bem. Muita gente se apresenta com nomes falsos na internet. O fato dele estar contando isso era bom sinal.
- E eu também não moro no Rio de Janeiro.
Ops! Se não mora longe, então...
- Na verdade, somos quase vizinhos.
Ufa! Isso facilitaria bastante...
- E eu também não sou empresário, sou professor.
Eu sorria, satisfeita. Era um homem honesto.
- Mais uma coisinha: sou casado.
Bem... ele parecia per-fei-to para o que eu tinha em mente...hehehe...
(Ana Carla)
Escrito por Ana Carla às 21h35
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| 10/07/2006 |
Minha Versão
O nome dele era Pedro. O nome dela era Ana.
Pedro Peter, Pimenta Paixão, ela costumava chama-lo. Ele a chamava de Ana.
Pedro TINHA Os traços e gestos delicados, quase femininos. Uma boca perfeita: pra beijar, pra falar, pra sorrir.
Era apaixonado pela melhor amiga de Ana. A melhor amiga de Ana era apaixonada pelo noivo alemão, alto e loiro.
Pedro ficou amigo de Ana.
Ela, boba que sempre foi, mesmo ciente de que ele se aproximava dela para chegar à amiga, apaixonou-se.
Por ele, ela viveu o que tão bem descreveu o Xico Sá, nO Carapuceiro ( no post de 05/07/2006 – “DOS SACRIFÍCIOS (?) DO AMOR ETC”) : acordava às 5h30 da manhã pra fazer Yoga (que na época ainda tinha o Ó aberto, não era iôga), entrou num grupo de teatro, freqüentava sessões alternativas de cine clubes... Tentou de todas as formas mostrar para ela que poderia ser tão interessante quanto a amiga. Não teve muito sucesso.
Ela não a considerava boa o suficiente, e pra deixar isso claro, numa noite em que Ana chamou alguns casais amigos pra um queijo e vinho no ap, ele resolveu lhe apresentar a namorada nova.
O choque foi tamanho que Ana estava preparando um drink com abacaxi e o liquidificador literalmente explodiu, derramando o tinto vinho da cabeça aos pés da pobre Ana!
A tal namorada era uma moça estranha, meio “punk”, usava um só lado do cabelo curtíssimo (quase raspado) e o outro comprido até o ombro. Tão branquinha e gordinha quanto Ana, mas tinha piercings no rosto. E era burra. Ela a conhecia do grupo de teatro.
“Chorei, chorei... até ficar com dó de mim!” Ana lavou o corpo com chuveiro e a alma com lágrimas. A agonia durou pouco, como pouco duram todas as agonias da juventude.
Poucos dias depois Ana tinha problemas maiores com que se preocupar, outras conquistas, outras perdas...
Sabendo das perdas, Pedro foi visitá-la, levando uma caixa de bombons e um ramalhete de flores.
Ana não explica o que aconteceu. Talvez tenha sido exatamente esse momento que marcou sua maturidade. Talvez tenha sido só a coragem de quem não tem mais nada a perder... o fato é que Pedro saiu de lá com os bombons e as flores enfiados... nos ouvidos.
Escrito por Ana Carla às 21h59
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Um poeta em nossas vidas!
Acabo de me lembrar da única vez em que nos envolvemos com o mesmo raparigo! Foi há muitos e muitos anos atrás! Sim, porque embora vcs não saibam a Ana é velhinha ...rs... eu não! Temos longos e fatídicos 3 meses de diferença de idade! hehehehe
Logo no começo da faculdade me encantei com um rapaz do jornalismo. Muito meigo, carinhoso, sensível, poeta ... escrevia pra mim em formulário contínuo! Uma delícia! Pena que meu lado manhosa só aparece de vez em quando. O personagem principal sempre foi o de mulher de malandro, afinal, quem tem Vênus em Áries .....
Depois de alguns meses, eu já tinha cansado de tanto beijo, de tanto abraço, de tanta poesia, nunca li tanto Carlos Drummond! Infelizmente, a carne sempre falou mais alto! Aos interessados ... não mudei muito ...rs... (hoje estou encapetada ....!)
O pobre rapaz, desolado, se aproximou da Ana, aquela coisa de melhor amiga, confidente, interferente ... palpiteira nas decisões. E não é que ela o acolheu com bem mais do que o ombro! Mas vou deixar pra ela contar o resto! Afinal, o que importa não é o fato, mas a versão ....
Escrito por Mari às 19h36
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Tostines!
Olha, eu já contei aqui que sempre acreditei em Papai Noel!
Só não sei se ganho presente porque acredito ou se acredito porque ganho presente!
Uma outra coisa que eu não sei .... se sei escolher com quem me relacionar na net ou se tenho mesmo é uma baita sorte! Até hoje, entre as dezenas de pessoas que conheci pela net, virtualmente e na real, ninguém, ninguém me colocou em maus lençóis. A única pessoa que me colocou em uma situação delicada tinha, na verdade, muitos problemas e fez questão de se explicar e se desculpar, assim que teve uma oportunidade.
Eu havia me separado há poucos meses, tinha colocado meu perfil num site de relacionamento e conversado com algumas pessoas. Até então eu só conhecia gente da vida real. A net, como na maior parte do tempo, não passava de boa companhia pras noites solitárias. Uma noite, meu telefone tocou e ao atender, uma voz desconhecida me disse: sabe quem é? Claro que não, respondi com minha franqueza cotidiana, aquela que virou mexeu me deixa de saia justa! O .... João(não vou colocar nomes verdadeiros pra não melindrar ninguém ....). E eu lá sabia quem era o ... João! Ele então se ofereceu pra ligar a webcam para que eu pudesse vê-lo. Quando a imagem apareceu no monitor, quase enfartei! O homem era lindo, tinha uma boca, um sorriso ... impagáveis! Tínhamos trocado algumas mensagens e os telefones. Mas ainda não nos faláramos. A conversa evoluiu de uma maneira muito interessante. Eu estava especialmente inspirada. Obóvio ...rs....
Isso era uma segunda-feira. Nem sei de quem partiu a iniciativa, mas de repente ele estava convidado pra vir jantar na minha casa, na terça-feira. Maluquice total! Fiz até promessa pra vingar: não contar pra ninguém, nem pra Ana (aliás, somos duas viu? E não me venham com essa de simbiose, pelo amor de Deus ...rs... meu negócio, e o dela também, é Homem! hehehe!)
Pois ele veio! Meninos e meninas .. lembrei agora de um programa que passa de madrugada na GNT onde uma locutora de uma rádio pede pras pessoas ligarem contando histórias de “uma noite onde a intimidade superou todos os limites!”. Pois bem, eu tive a minha! Meus caros amigos, pela adrenalina, pela maluquice, pelo sorriso do rapaz ... foi sensacional! Mas foi, achei que nunca mais o fosse encontrar. Não o procurei, nem ele a mim ... E assim ficamos!
Para minha surpresa, no Natal seguinte, mais de 8 meses depois, á meia-noite e 1 meu telefone toca: sabe quem é? Jamais esqueceria o tom daquela voz, aquela coisa sinestésica mesmo, voltaram todas as sensações, todos os arrepios ... Lembrei de você, que diz que acredita em Papai Noel. Ele trouxe algo este ano? .... Queria te ver! ... Sim, como de costuma, Papai Noel não me decepcionou! Trouxe, um presentão! Um libanês, lindo, quente, maravilhoso, no dia de Natal, delivery! E mais uma vez foi muito legal.
Nos falamos mais algumas vezes, mas não passa de simples e maravilhoso tesão. Ele se mudou pra outra cidade, me liga de vez em quando ... não sei se voltarei a vê-lo. Prefiro que não! Perderia o encanto!
Agora me digam: Tostines está sempre fresquinho porque vende muito, ou vende muito porque está sempre fresquinho?????
Escrito por Mari às 19h08
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| 09/07/2006 |
Enganos pré-WEB!
Eu era uma menina, de apenas 13 ou 14 anos. Num sábado sei lá de que mês, fui à festa de aniversário de uma amiga do colégio. Bailinho de garagem, às escuras, apenas um foco de luz negra, mal se via o que havia no copo, naqueles tempos isso não era nada preocupante! Um rapaz, pouco mais alto que eu, vestindo uma camisa impecavelmente branca (graças a luz negra ...rs...) aproximou-se e me convidou pra dançar. Ele era muito cheiroso, fiquei com a lembrança dele no nariz, dançava gostoso, bem perto, sem agarrar em demasia. Uma delícia! Dançamos até o momento em que fui avisada que meu pai chegara pra me buscar. Só depois me dei conta de que não havíamos trocado uma palavra! Nem os nossos nomes havíamos revelado! Hoje, relembrando, percebo que foi exatamente o inverso das paqueras internéticas de hoje, onde tudo se fala, mas a gente não se vê, não se toca, não sente o cheiro ..... Algum tempo depois, minha amiga pediu autorização pra dar a ele o meu telefone. Consenti. Conversamos meses até o dia em que ele quis vir à minha casa. Minha mãe permitiu e marcamos o dia. Na hora combinada, lá fui eu buscá-lo na padaria, o lugar mais fácil perto do ponto do ônibus. Passei batido por ele, não o reconheci. Ao nos localizarmos .... que decepção! Ele não era em nenhum sentido sequer parecido com o que eu havia imaginado, sim, imaginado, porque de verdade eu não o havia visto, tinha sido um verdadeiro "blind date". Fomos até minha casa e lá ficamos conversando por algum tempo até que ele me deu de presente o alívio com sua partida. Nunca mais o vi ou ouvi falar. Certamente a decepção não foi só minha!
Escrito por Mari às 16h45
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FICÇÃO IV
Você é virgem por opção ou por circunstâncias?
A pergunta veio de surpresa. Ela engasgou e sorriu. Estava com 18 anos, não se considerava bonita, mas se sabia inteligente. Precisava encontrar uma resposta interessante.
Tinha acabado de passar no vestibular de uma escola pública na cidade grande, e o braço em seu ombro era do amigo de sua mãe (preocupada mãe do interior), quase um abraço de pai.
Tudo bem que esse assunto estava à beira de se tornar um problema para ela. Mas não esperava a pergunta ali, na calçada do MASP, “o maior vão aberto da arquitetura”, enquanto era apresentada à paulicéia desvairada.
A pergunta virou um silêncio pesado. Tão pesado que os obrigou a parar a caminhada. Aquele braço no seu ombro não era mais um abraço de pai. Pesou, esquentou tanto que se rosto parecia pegar fogo. De quem era a mão na sua cintura? O que era aquilo na sua mão?
Quando percebeu o beijo de língua ela teve certeza de que ele era a solução dos seus problemas. Não foi.
Escrito por Ana Carla às 13h53
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| 08/07/2006 |
FICÇÃO III
Naquele tempo eram divulgadas muitas histórias ruins sobre a internet: mentiras, fraudes e golpes. Ela era insegura, e só entrava nas salas de bate-papo para se distrair um tantinho.
Naquela noite ele pediu o número do telefone dela. “Não dou meu telefone na internet!” Por quê? Qualquer um encontra seu número na lista telefônica.
Fazia sentido. Mas ela resistiu. Que ele desse seu número, então.
Ficaram amigos. Ele morava do outro lado do país. Dizia ser médico, neurocirurgião. Eram longas conversas noturnas, traduzidas em grandes (e caras) contas telefônicas.
Ele soube quando ela se apaixonou por outro. Ela soube quando ele machucou a mão e teve medo de não poder mais trabalhar. Ela contou seus sonhos, ele contou as manias. Trocaram histórias, fotos, presentes.
Foram anos de relacionamento à distância. Até que um dia ele avisou que viria participar de um Congresso na cidade dela. A desculpa ideal para poderem (finalmente ) se conhecer pessoalmente. Risos, alguma ansiedade... teriam cinco dias para aproveitarem como quisessem. Ele chegou numa manhã de quarta-feira.
Almoçaram juntos, sem tirar os olhos dos olhos do outro. Nenhum deles lembra exatamente o que comeram, ou conversaram. Meio hipnotizados, ela voltou ao trabalho e ele foi para o hotel. Combinaram qualquer coisa para o final da tarde. Nem ele, nem ela sabem o motivo que os fez cancelarem, mas a quinta-feira passou voando, e também a sexta. O sábado escorregou, e nunca mais ela teve notícias dele. Tampouco ele soube o que aconteceu com ela.
Escrito por Ana Carla às 18h43
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