Mari & Ana

Trilha Sonora

31/07/2006

Fim de semana (Os Incríveis)

(Os mais novos não vão saber que música é essa! Rs...)

Segunda começo feliz a semana levanto da cama bem antes das seis
Terça, quarta e quinta eu passo voando e já estou pensando em ver-te outra vez
Na sexta, eu te juro, o tempo me engana o fim de semana como demorou
Sábado eu sinto com muita alegria que só falta um dia, contente eu estou
O domingo é que é gostoso beijo de novo tenho o teu amor
O domingo é que é gostoso beijo de novo tenho o teu amor  

 


Escrito por Ana Carla às 09h10
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25/07/2006

Pra levantar o astral !!

Perigosa

As Frenéticas

Composição: Rita Lee / Roberto De Carvalho / Nelson Motta

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu tenho um veneno no doce da boca
Eu tenho um demônio guardado no peito
Eu tenho uma faca no brilho dos olhos
Eu tenho uma louca, dentro de mim

Eu sei que eu sou bonita e gostosa
E sei que você me olha e me quer
Eu sou uma fera de pele macia
Cuidado, garoto, eu sou perigosa

Eu posso te dar, um pouco de fogo
Eu posso prender, você meu escravo
Eu faço você feliz e sem medo
Eu vou fazer você ficar louco
Muito louco, muito louco
Dentro de mim


Escrito por Ana Carla às 10h53
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18/07/2006

Eu te amo

(Tom Jobim - Chico Buarque/1980)

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir


Escrito por Ana Carla às 21h54
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06/07/2006

Vale, sim!!

Quem me acordou hoje foi a Gal Costa, animadíssima, que cantava:

Paula e Bebeto
(Caetano Veloso / Milton Nascimento)


É vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é pra vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá


Escrito por Ana Carla às 07h01
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04/07/2006

Anos Dourados (Chico Buarque/Tom Jobin, 1986)

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor

Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados

Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais


Escrito por Ana Carla às 21h57
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03/07/2006

ALMANAQUE (Chico Buarque)

Ô menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou
diz quem é que marcava o tique-taque e a ampulheta do tempo disparou
se mamava de sabe lá que teta o primeiro bezerro que berrou
me responde, por favor
pra onde vai o meu amor
quando o amor acaba
Quem penava no sol a vida inteira, como é que a moleira não rachou
me diz, me diz
quem tapava esse sol com a peneira e quem foi que a peneira esfuracou
quem pintou a bandeira brasileira que tinha tanto lápis de cor
me responde por favor
pra onde vai o meu amor
quando o amor acaba
Diz quem foi que fez o primeiro teto que o projeto não desmoronou
quem foi esse pedreiro, esse arquiteto, e o valente primeiro morador
diz quem foi que inventou o analfabeto e ensinou o alfabeto ao professor
me responde por favor
pra onde vai o meu amor
quando o amor acaba
Quem é que sabe o signo do capeta, o ascendente de deus nosso senhor
quem não fez a patente da espoleta explodir na gaveta do inventor
quem tava no volante do planeta que o meu continente capotou
me responde por favor
pra onde vai o meu amor
quando o amor acaba
Vê se tem no almanaque, essa menina, como é que termina um grande amor
se adianta tomar uma aspirina ou se bate na quina aquela dor
se é chover o ano inteiro chuva fina ou se é como cair o elevador
me responde por favor
pra que tudo começou
quando tudo acaba


Escrito por Ana Carla às 23h27
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02/07/2006

Coração Ateu (Sueli Costa)

O meu coração ateu quase acreditou
Na sua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou

Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo meu coração ateu

Se falo em mim e não em ti
É que nesse momento
Já me despedi

Meu coração ateu
Não chora e não lembra
Parte e vai-se embora


Escrito por Ana Carla às 21h56
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29/06/2006

Fruta Boa

by Milton Nascimento E Fernando Brant
Gosto na voz de Nana Caymmi. Não sei se mais alguém gravou.

É maduro o nosso amor, não moderno
Fruto de alegria e dor, céu, inferno
Tão vivido o nosso amor, convivência
De felicidade e paciência
É tão bom...

O nosso amor comum é diverso
Divertido mesmo até, paraíso
Para quem conhece bem
Os caminhos
Do amor seu vai e vem
Quem conhece

Saboroso é o amor, fruta boa
Coração é o quintal da pessoa
É gostoso o nosso amor
Renovado é o nosso amor
Saboroso é o amor madurado de carinho

É pequeno o nosso amor, tão diário
É imenso o nosso amor, não eterno
É brinquedo o nosso amor, é mistério
Coisa séria mais feliz dessa vida


Escrito por Ana Carla às 23h47
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28/06/2006

Garganta

(Ana Carolina)

Minha garganta estranha quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Venho madrugada perturbar teu sono
Como um cão sem dono me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Sei que não sou santa, vezes vou na cara dura,
Vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Vim parar nessa cidade por força da circunstância
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha é pra depois
te...
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha é pra depois
te abandonar


Escrito por Ana Carla às 11h19
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25/06/2006

CRUZADA

Composição: Tavinho Moura / Márcio Borges

(Eu me lembro dela na voz de Beto Guedes, mas parece que Zizi Possi também gravou, e salvo engano, Almir Sater também.) Ontem conheci (???)um menino lindo, que me lembrou de um monte de coisas boas. Inclusive dessa música.

Não sei andar sozinho
Por essas ruas
Sei do perigo que nos rodeia
Pelos caminhos
Não há sinal de sol
Mas tudo me acalma no seu olhar
Não quero ter mais sangue
Morto nas veias
Quero o abrigo do teu abraço
Que me incendeia
Não há sinal de cais
Mas tudo me acalma no seu olhar

Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também se dá um beijo dá abrigo
Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo dá abrigo
Se dá um riso dá um tiro

Não quero ter mais sangue
Morto nas veias
Quero o abrigo do teu abraço
Que me incendeia
Não há sinal de cais
Mas tudo me acalma no seu olhar

Você parece comigo
Nenhum senhor te acompanha
Você também se dá um beijo dá abrigo
Flor nas janelas da casa
Olho no seu inimigo
Você também se dá um beijo dá abrigo
Se dá um riso dá um tiro


Escrito por Ana Carla às 10h04
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19/06/2006

PECADO ORIGINAL

(Caetano Veloso - já ouvi gravação com a Zezé Motta e com o Ney Matogrosso)

Todo dia, toda a noite, toda hora,
Toda a madrugada, momento e manhã
Todo mundo, todos os segundos do minuto
Vive a eternidade da maçã
Tempo da serpente nossa irmã
Sonho de ter uma vida sã

Quando a gente volta o rosto para o céu
E diz olhos nos olhos da imensidão:
Eu não sou cachorro, não
A gente não sabe nunca ao certo de colocar o desejo

Todo beijo, todo medo, todo corpo
Em movimento está cheio de inferno e céu
Todo santo, todo canto, todo pranto, todo manto
Está cheio de inferno e céu
O que fazer com que Deus nos deu?
O que foi que nos aconteceu?

Quando a gente volta o rosto para o céu
E diz olhos nos olhos da imensidão:
Eu não sou cachorro, não
A gente não sabe o lugar certo de colocar o desejo

Todo homem, todo lobisomem
Sabe a imensidão da fome que tem de viver
Todo homem sabe que essa fome é mesmo grande
Até maior que o medo de morrer
Mas agente nunca sabe mesmo o que é que quer uma mulher


Escrito por Ana Carla às 07h21
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14/06/2006

CANAVIAL (Ivan Lins e Vitor Martins)

Se no corpo, se nos olhos
Tenho água, tenho sal
Se o vento traz as ondas
Faz maré no meu quintal, oi
Pra viver, e me afogar
Se o verde é igual
Não preciso mais do mar, oi
Tenho meu canavial


Escrito por Ana Carla às 10h27
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13/06/2006

SOCORRO

(Arnaldo Antunes - na voz de Gal Costa, por favor.)

socorro não estou sentindo nada
nem medo nem calor nem fogo
não vai dar mais pra chorar nem pra rir
socorro alguma alma mesmo que penada
me empreste suas penas
já não sinto amor nem dor
já não sinto nada
socorro alguém me dê um coração
que esse já não bate nem apanha
por favor uma emoção pequena
qualquer coisa
qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
socorro alguma rua que me dê sentido
em qualquer cruzamento
acostamento
encruzilhada
socorro eu já não sinto nada
socorro não estou sentindo nada
nem medo nem calor nem fogo
nem vontade de chorar
nem de rir
socorro alguma alma mesmo que penada
me empreste suas penas
já não sinto amor nem dor
já não sinto nada
socorro alguem me de um coração
que esse já não bate nem apanha
por favor uma emoção pequena
qualquer coisa
qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva
qualquer coisa que se sinta
tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva.


Escrito por Ana Carla às 07h32
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11/06/2006

Até o fim

(Chico Buarque)

(Também me lembra o Drummond - eu eu amo - "Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem n sombra / disse : vai Carlos! (carla!) ser gauche na vida")

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
"inda" garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão , eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Em bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro "pronde" mesmo que eu vou
Mas vou até o fim
Como já disse um anjo safado
O chato do querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de início a minha estrada entortou


Escrito por Ana Carla às 11h07
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09/06/2006

Velha Roupa Colorida


(Belchior)

Você não sente e não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai aconter
O que algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais seu pai falou: “- she’s living home
E meteu o pé na estrada like a rolling stone...”
Nunca mais você convidou sua menina
Para correr no seu carro... (loucura, chiclete e som)
Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em “v”, cabelo ao vento
Amor e flor, que é de cartaz
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Você não sente e não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai aconter
O que algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Como Poe, poeta louco americano
Eu pergunto ao passarinho: “- blackbird o que se faz?”
E raven never raven never raven
Blackbird me responde: “- tudo já ficou trás”
E raven never raven never raven
Assum preto me responde: “- o passado nunca mais”


Escrito por Ana Carla às 06h59
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